Mistura de sentimentos, mistura de sensações.

24
Dez 08

Para mim é sempre bom recordar.

É importante recordar o bom e o mau... O bom devemos recordar para nos sentirmos felizes e para repetir mais tarde se for isso que desejarmos e o mau devemos de recordar para não voltarmos a repetir as experiências.

 

Já passei por momentos muito bons, com as melhores pessoas que conheço e senti-me muito feliz (estou a falar dos amigos verdadeiros!, não estou a falar dos amigos de ocasião, nem dos amigos da noite, nem dos simples conhecidos) e estou sempre disposta a recordá-los e cada vez que faço isso sinto-me bem e sorrio para tudo com a cara da típica parola.

Por outro lado já tive momentos que não quero mesmo repetir, experiências que me pareciam sorridentes mas que mais tarde se revelaram verdadeiros trastes e coisas que nunca deviam ter acontecido. Arrependo-me muito de algumas coisas. Não as voltarei a repetir, pois se as recordo com amargura e com uma espécie de raiva é sinal que não gosto do que se passou por isso nunca mais as hei-de repetir.

 

Há muitas coisas que me fazem recordar bons momentos... Músicas, pessoas, visões, déjà vu's, frases, dizeres...

 

Às vezes penso se tomo as decisões certas na minha vida... Normalmente fico na dúvida, pois nunca tive juízo e faço sempre tudo com muita descontracção e muitas vezes sem pensar nas consequências nem nos riscos. Umas vezes arrependo-me outras não, por isso vou vivendo assim arrependendo-me de alguns passos, recuando, andando em frente, ponderando pouco e agindo de cabeça quente, sim, pois é isso que me faz viver e sentir com força para enfrentar sempre os desafios com pensamento de vitória. Para mim não é exitando, não é ponderando e não agindo de forma espontânea que somos prespicázes, prespicáz é aquele que age sem pensar e acerta naquilo que faz. Não me digo puramente prespicáz, pois há coisas em que não acerto, já errei a minha vida, erros infantis (ou não) provavelmente, mas recordando-os e não os repetindo vou aprendendo.

 

Para isto é que servem as memórias.

 

publicado por Filipa Sales às 02:59
sinto-me: Espontânea
música: Morning Glory - Oasis

05
Dez 08

Bem, como quem me conhece sabe, sou uma pessoa muito pragmática, lúcida e ão vivo de ilusões e fantasias, nunca gostei de viver assim, é triste ser iludido, é triste viver numa ilusão.

Muitas das vezes uma ilusão pode levar-nos à profunda loucura, à depressão, ao sofrimento. Não quero isso para mim; quero ser mais forte; quero ser mais inteligênte; quero passar aolado das ilusões; não quero viver ilusões, sejam elas minhas ou de outem. Bem, quem diria que virtualmente sou capaz de viver ilusões? Bem, não sei, mas tendo um pseudónimo ao escrever e não me identificar, posso estar a iludir-me; será que me iluso ou que iludo quem me lê? Sinceramente não sei... Realmente sei que não me sinto iludida, sei perfeitamente tudo, cada passo, cada gesto, só nãosei o futuro, o presente está bem decorado, bem sabido, bem preparado para qualquer eventualidade, seja ela boa ou má, bem, não sei, há sempre coisas que não estamos à espera.

Muitas vezes tenho fantasias, sonhos, coisas que gostava que acontecessem, mas não me iludo nelas, tento lutar sempre para que se concretizem; quem não luta perde sempre; sem lutar e sem tentar vivemos sempre num ponto de interrogação sem fim à vista. Viver num ponto de interrogação?, não gosto disso, para mim não resulta, para ti resulta? Gostas de te iludir? De viver um sonho? Bem, eu vivo de realidades, chamem-me fria, chamem-me bruta, chamem-me intransigente, sei lá, o que quiserem, mas nunca, nunca me chamem iludida ou fantasiadora, nunca.

Luto, sim, luto muito, ganho (faço sempre por isso), perco (temos de amitir que sim), mas nunca desisto de tentar o que quer que seja. Chamam-me distraída, e realmente sou um pouco, mas há muitas coisas que pensam que me passam completamente ao lado e não passam, estão bem presente, coisas mínimas, mas servem de exemplo. Por exemplo, há poucos meses desiludi-me com uma quantidade rasoável de pessoas, depois de tudo o que passamos juntos, estas pessoas pensaram que são mais astutas que eu (nós), mas enganaram-se, a mim nunca me hão-de calar, as papas que tinha debaixo da lingua foram engolidas, não engulo pílulas!, deixei de ser o que era, modifiquei-me, quiseram que vivesse na ilusão, e sinceramente, e por muito que me custe admitir, penso que vivi (triste, não é?), mas a ilusão acabou, nunca, mas nunca mais hei-de viver nela.

Olho sempre aberto; atenção redobrada em tudo; pragmatismo.

Vivo gélidamente, sem me envolver emocionalmente com casos ilusórios, isso para mim acabou.

 

publicado por Filipa Sales às 14:14
sinto-me: Pragmatista
música: Tears Dry On Their Own - Amy Winehouse

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